Um ponto de água na paisagem mediterrânica não é apenas apreciado pelos seres humanos, é também extremamente atraente para animais selvagens para saciar a sede, sobretudo nos dias de calor quando as temperaturas atingem valores altos. A piscina biológica, de um modo geral, permite essa função, seja para pássaros, seja para outros de quatro patas.

Enquanto quase todos os mamíferos sabem nadar – mesmo aqueles menos inclinados para a atividade, como o coelhinho da foto -, animais que atravessam corajosamente uma piscina convencional ou lagoa podem ter dificuldade em sair devido às margens altas ou à tela escorregadia. Numa piscina biológica, a situação é diferente: as margens plantadas cobrem toda a extremidade da tela e rodeiam o espelho de água, oferecendo pontos de saída em todo o perímetro deste ecossistema artificial.

Nas piscina biológicas de aspeto mais arquitetónico, o problema dos bordos fica, mas com uma zona de margem de plantas adjacentes, o problema fica resolvido. Consciente desta situação, ja inventamos  saídas para animais, integradas no bordo. Através de pedras talhadas em forma específica, de acabamento bujardado, pequenos animais como cobras, sapos, cágados, ouriços-cacheiros e demais, podem sair por força própria da piscina biológica.