O dia 2 de fevereiro assinala o Dia Mundial das Zonas Húmidas, data que nos recorda que cerca de 20% das espécies de plantas aquáticas a nível global se encontram ameaçadas e constam na Lista Vermelha da IUCN. Em Portugal, a situação da flora aquática e das zonas húmidas é particularmente crítica, apresentando percentagens de ameaça significativamente superiores à média mundial. De acordo com a Lista Vermelha da Flora Vascular de Portugal Continental (2020), os dados revelam um cenário preocupante: entre 30% a 40% das espécies estritamente ligadas a habitats aquáticos — como charcos, lagoas e rios — estão classificadas com algum estatuto de ameaça (Vulnerável, Em Perigo ou Criticamente em Perigo).

Perante este cenário, as piscinas biológicas desempenham cada vez mais também uma função de conservação ex-situ, ou seja, a preservação de espécies ameaçadas fora do seu habitat natural. Uma vez que a composição florística nas piscinas biológicas segue rigorosamente o padrão existente na natureza, a vegetação de cada piscina torna-se indistinguível da convivência das mesmas espécies em habitats selvagens na região. Esta abordagem é essencial, pois só assim se garante a longevidade das espécies selecionadas, adequando-as à composição química específica de cada água de enchimento.