A água da chuva e as piscinas biológicas constituem uma relação ambivalente. Quando chove, as piscinas biológicas enchem-se de água de boa qualidade, água muito pura, quase de qualidade H2O. Bem vinda chuva! Porém, devido à pureza desta água, não é recomendado encher uma piscina biológica totalmente apenas com água da chuva.

A água sem quaisquer aditivos minerais é um solvente muito bom e, portanto, representa um certo perigo para os seres vivos. Pelo mesmo motivo, não é bom que as pessoas bebam água H2O pura todos os dias. As plantas aquáticas também necessitam de gases e minerais presentes na água como fonte de nutrição e assimilação.

A água da chuva absorve uma certa quantidade de dióxido de carbono ao cair do céu. Os cientistas acreditam que quanto mais CO2 houver na atmosfera, mais rica será a chuva neste gás prejudicial ao clima da Terra. A água da chuva numa piscina biológica fornece CO2 às plantas, que por sua vez convertem este gás em biomassa produtora de oxigénio. Um efeito muito bem-vindo!

Uma chuvada forte, especialmente no fim da época balnear no outono, após os últimos dias quentes, podia significar uma alteração tão drástica do ambiente aquático da piscina biológica que podia causar uma ligeira turvação para um ou dois dias. Essa turvação, na variante extrema, rara, podia transformar o aspeto de água num líquido leitoso. Este efeito é causado pelo morte de inúmeros indivíduos de planctom, especialmente rica em diatomácias. Estas microalgas têm um esqueleto de sílica e precipitam a branquiçar o aspeto da água. Mas o fenómeno é mesmo raro.

Assim, quando chove na próxima vez à uma tona de água, pensem nos bons e maus efeitos que isto podia significar para o ecossistema e os seres vivos que habitam na água dele.