Com as primeiras chuvas de outono, inicia-se a época de acasalamento de muitas espécies ibéricas de anfíbios, ao contrário do que acontece na Europa Central, onde a primavera é a estação do ano predileta. Em grande parte da Península Ibérica, o tempo comparativamente ameno, com noites de chuva, motiva as espécies de relas, sapos e tritões a migrar para as zonas húmidas. Não é raro que estas sejam piscinas biológicas, onde a população se reúne e, no caso das rãs, começam os cantos.
São sempre os machos que cantam, delimitando territórios e exibindo a sua vitalidade com uma voz forte. Por vezes, conseguem iludir outros machos (os concorrentes) e as fêmeas quando o cantor se abriga numa pequena gruta formada por pedras. Neste caso, a sua voz é reforçada pelo eco. A intenção de oferecer mais do que podem cumprir é um “vício” pré-nupcial que também se verifica entre os anfíbios.
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