As noite de verão encantam não só com as temperaturas amenas. Quem vive perto de um ponto de água, divirta-se pelas canções das rãs.

Podem começar já no final da tarde, mais tarde com o pôr do sol o concerto está em pleno. O orquestra não poupa nem em vozes, nem em altura do som. Mais tempo que cantam, mais paixão se desenvolve, mais diversidade ouvimos.

Mas as vezes estranhamos porque é que o concerto pára? Tão abruptamente. O que aconteceu? Há uma razão?

O canto das rã depende muito da animação dos animais. Se uma rã começa, as outras não resistem cantar também. Porque cantar é um sinal de força, da defesa de território e da atração sexual. Simplesmente, quem canta mais alto, deve ser o mais forte e assim dispõe de melhor material genético para a próxima geração. Mas o fim da canção chega mais rapidamente do que pensa quando passa um predador, uma cobra de água, por exemplo. Convinha não coaxar nesta momento de perigo, porque o movimento do saco vocal podia revelar a posição da rã à cobra. Isto é, sempre quando seja mais importante sobreviver do que cantar, as rãs tomam a decisão mais importante e param. Também param com água e ar fria, porque cantar custa muita energia e os anfíbios precisam da energia do ambiente para o seu bem-estar.

Quem já tinha tempo e paciência a assistir um concerto de rãs talvez já reparou que sons externos podiam dar início ao canto das rã. Muitas vezes é um avião a passar que fica respondido pelos anfíbios aquáticos. Mas também as pessoas podem orquestrar uma charca. É fácil. Dar uma salva de palmas antes do concerto faz arrancar o canto das rãs. Experiente! Especialmente à beira de uma piscina biológica.