A descarga de superfície, vulgarmente chamada tubo-ladrão, é uma parte pouco apreciada numa piscina biológica, mas de grande importância para o pleno funcionamento da instalação.

A água que cai sobre a superfície aumenta a quantidade da mesma na piscina. Se for mais do que um chuvisco, resulta numa subida do nível da água em relação à envolvente. Este excesso de água deve ter uma saída controlada, porque, sem isto, a piscina poderia transbordar de forma incontrolada, causando danos nas margens ou na própria construção e, eventualmente, nas áreas limítrofes.

A saída da água da chuva é o tubo-ladrão, um local de cota ligeiramente inferior à cota da margem normal. Aí, a água sai para uma pequena caixa que tem pelo menos dois ramais de diâmetro adequado a conduzir a água para um lugar alguns metros afastado da piscina, normalmente diretamente para a linha de água mais próxima. E, claro que sim, o tubo-ladrão é sujeito de limpezas regulares antes e durante a época chuvosa, a detetar eventuais entupimentos.

Organizado assim, chuvas torrenciais e persistentes como as do inverno passado, bastante rigoroso em todas as partes do país, já não têm hipótese de causar quaisquer danos na piscina biológica.