Ecossistemas aquáticos que se encontram em bom estado possuem a maravilhosa capacidade de auto-regulação que também pode ser considerada como uma forma de auto-limpeza. Para lagos tal como para piscinas biológicas, isso significa que nutrientes e substâncias nocivas introduzidas na água são transformados por processos físicos, químicos e biológicos, de modo que seu impacto negativo no ecossistema seja reduzido.

O zooplâncton desempenha um papel central nestes processos de purificação da água. O zooplâncton compreende a totalidade dos organismos de animais que flutuam na coluna de água. Em águas doces, incluem-se especialmente protozoários (como flagelados, amebas e ciliados), além de rotíferos multicelulares e pequenos crustáceos (pulgas-de água e copépodes).

Esses organismos alimentam-se frequentemente de microalgas e bactérias, contribuindo assim para a clarificação e higienização do corpo hídrico. Em piscinas biológicas, o zooplâncton assume uma parte essencial da depuração e o seu bem-estar depende muito de um bom desenvolvimento de plantas submersas porque são elas que produzem do que o zooplâncton precisa de muito para estabelecer populações eficazes para essa tarefa: oxigénio.