Nestes dias os jornais mostraram fotografias do famosos canais de Veneza, mas esta vez com água cristalina com cardumes de peixes bem visíveis. Parece que a ausência de trânsito com barcos a motor, que levantam permanentemente os sedimentos, tornava a água mais transparente. Ou seja, tanta movimentação com barcos mantém os sedimentos permanentemente em suspensão, o que torna a água opaca.

O que podemos aprender disto? Para as piscinas biológicas duas coisas. Primeiro, numa piscina limpa não se levantem sedimentos que podem tornar a água turva pela uso da piscina. Por isso é tão importante de proceder com uma limpeza rigorosa para tirar os depósitos acumulados após do Inverno. E segundo, as paredes de separação são fundamentais.

As paredes de separação separam fisicamente a zona de banho da zona de plantas. Por um lado, as paredes travam o avanço das plantas, assim estas não podem invadir na zona de banho. Por outro lado, estas paredes travam as ondas. Se nos dávamos um mergulho na piscina biológica, a onda provocada pelo mergulho entrava na zona das plantas e levantava os substrato em que elas crescem, se não existisse uma parede. Isto causava água turva em vez de água cristalina.

Existem vários modelos de paredes de separação que usamos nos nossos projetos de piscinas biológicas. Todas as paredes de separação podem ser usadas como bancos subaquáticos. As paredes em tela com  flutuadores, estabilizadas por uma espécie de bóia tubular,  constam a maioria das paredes de separação. São o modelo mais simples e mais rápido a construir e, afinal, mais económico. Paredes construídas em alvenaria e forradas com tela significa mais construção e mais custos. Mas este tipo de parede oferece uma estrutura mais parecida com um banco submerso. Mais uma possibilidade são paredes de separação em madeira. Se calhar, o modelo mais caro, mas em certas circunstâncias a solução perfeita.