As piscinas biológicas de uso turístico requerem especial atenção. De um lado exigem de ser muito individual, para fazer parte da diferenciação do produto turístico onde se insere, do outro lado tem de apresentar alguns elementos característicos.

Num empreendimento de turismo, seja grande ou pequeno, a piscina biológica deve sublinhar a individualidade do local, contribuir com os seus elementos e equipamentos, a sua forma e configuração, a procura que os hospedes expectam neste sítio. Assim, num sítio escondido na natureza, longe de tudo, eventualmente inserida num Parque Natural, a piscina biológica tem de convidar com a sua naturalidade, formas suaves e orgânicas, muitas plantas e biodiversidade. Em ambientes mais formais nem formas arquitectónicas parecem inadequadas, o que conta é a qualidade de água naturalizada. Em qualquer maneira, zonas de plantas aquáticas são sempre bem-vindas pelo aspecto interessante que apresentam e a biodiversidade que vive nela chama atenção em cada projeto.

Mas em qualquer maneira, independentes do seu design e equipamentos, a piscina biológica tem de ter tamanho adequado para a lotação prevista e deve, com os elementos de tratamento biológico escolhidos, produzir água de qualidade balnear.

Adicionalmente são imporantes entradas bem dimensionadas, pelo menos duas, que servem seguramente para a lotação de utentes prevista para a época alta. Devem ter sinalética a indicar as profundidades, informação base de utilização para os utentes,  equipamento de salva-vida adequado dependente to tipo de turismo. De resto, cada caso é um caso que merece a nossa maior atenção de desenhar uma piscina biológica individualmente para o sítio porque a piscina biológica faz a diferença do produto turístico.